Investigadores, estudantes, entusiastas e residentes no Second Life (SL) participam hoje num encontro na Universidade do Minho sobre o futuro deste mundo virtual em três dimensões que já conta com 145 mil portugueses registados.
Nelson Zagalo, organizador do workshop, disse à agência Lusa que um dos principais temas em debate será a capacidade que os utilizadores e investigadores terão de encontrar «pontos de interesse» que justifiquem a existência do SL.

«Ou se encontram novos pontos de interesse ou novos modos de interacção, ou então não prevejo grande futuro para o Second Life», afirmou o docente da Universidade do Minho.

Nelson Zagalo realçou que o SL não pode ser apenas um local para construir, mudar o aspecto e vestir um avatar (personagem virtual) ou para interagir com outras pessoas através de sistemas de comunicação instantânea semelhantes aos que já existiam na Internet.

O workshop está dividido em dois períodos, de exposição (de manhã) e de formação (à tarde), estando nesta já esgotada a capacidade máxima (20 pessoas) de inscrições.

«Plataforma para investigação aplicada», «SL e media», «Estratégias para a colocação de presença virtual» e «Potencialidades do novo meio» são os temas a abordar no encontro, por investigadores das universidades do Minho, Aveiro, Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro e da empresa de «arquitectos do mundo virtual» Beta Technologies.

O workshop surge no âmbito do 5º Sopcom - Congresso das Ciências da Comunicação, que vai decorrer em Braga quinta e sexta-feira.

Diário Digital / Lusa